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Ideia de home office para sempre é evidente equívoco

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Ideia de home office para sempre é evidente equívoco: Tendência é ampliação do compartilhamento de recursos.

Muito tem se falado a respeito do “novo normal”, pós-pandemia. Parece haver algum consenso em torno da ideia de que a Covid-19 e o isolamento social aceleraram mudanças no âmbito das relações empresariais e trabalhistas, especialmente com a adoção das novas tecnologias.

Especula-se também que o home office não apenas será mantido pelas empresas, mas tende a ser expandido. Trata-se, contudo, de uma avaliação equivocada.

Não há dúvida de que o home office foi a alternativa amplamente adotada pelas empresas no combate ao coronavírus, visando manter em funcionamento seus negócios sem a necessidade de deslocar os empregados até as empresas, evitando aglomerações, protegendo a saúde das pessoas etc. Mesmo sem planejamento e preparação prévia, o home office funcionou. Mas não sem percalços. As reuniões (virtuais), por exemplo, perderam qualidade em razão da oscilação da internet e até por causa do barulho dos filhos e dos animais de estimação, entre outras coisas. A concentração e o foco também foram afetados. É claro que houve (e ainda tem havido) uma boa dose de tolerância, inclusive por parte dos clientes.

Afinal, todos entendem o momento difícil que a sociedade vive. Mas até quando?

Na verdade, o que se tem visto ultimamente é a tendência de uso mais racional dos recursos (inclusive e principalmente os naturais), como tem ocorrido com o compartilhamento do uso de veículos. Em breve não fará sentido que uma família tenha 2, 3 ou 4 carros, inclusive para “furar” o rodízio. O preço e as despesas são altas, sem contar a poluição.

No caso das relações de trabalho, o que se vislumbra é a tendência de compartilhamento de espaços, como ocorre com os escritórios compartilhados (coworkings). Não há mais sentido que um grande banco, por exemplo, mantenha um imóvel nas áreas mais caras e grandes avenidas apenas para mostrar imponência – o acesso aos grandes centros é difícil, pois o trânsito é mais intenso; o estacionamento é mais caro etc. Perde-se tempo (de trabalho, de lazer ou de descanso). Perde-se qualidade de vida.

Em suma, o uso das novas tecnologias, ao que parece, acelerou mesmo mudanças nas relações, mas o que se verá, provavelmente, cada vez mais, é o combate ao desperdício e ao uso irracional, pouco eficiente, de recursos, mas não a manutenção de um isolamento e da falta de contato entre equipes e clientes. É este o campo (o do compartilhamento) para o qual as pessoas acabarão partindo.

Especificamente quanto ao chamado “home office”, a grande verdade é que ninguém mais aguenta ficar em casa! Quando o risco do contágio passar  – e vai passar! – ninguém mais estará proibido de sair de casa e a produtividade evidentemente não será a mesma; se o colaborador puder ir ao shopping, almoçar fora, visitar amigos e parentes, ir ao cinema, fazer compras, enfim, hoje a situação funcionou porque todo mundo estava proibido de sair de casa.

Outro fator a ser considerado é que, por mais que se monte em casa uma estrutura adequada ao home office, não haverá no futuro próximo a tolerância que há atualmente, com crianças entrando na sala, falta de postura, internet lenta e que trava, enfim, A VIDA VOLTARÁ AO NORMAL!

Produtividade! Racionalidade no uso de recursos! Compartilhamento!

Não fossem todos este argumentos suficientes, se aqueles que propagam a adoção integral do home office estiverem certos, não serão somente os donos de imóveis e coworkings que estarão fadados à ruína, com eles irão todas as empresas que vivem de servir almoços, as empresas de ônibus, os bares de happy hour no final do dia,os shoppings centers, que não sobreviverão somente de final de semana, os próprios aplicativos de transporte etc., ou seja, acreditar que o ser humano social ficará para sempre trabalhando em casa, longe da equipe, da pessoalidade é olhar somente o momento natural de pânico e esquecer-se da história como um todo.

Neste aspecto, talvez o uso individual de grandes lajes, com desperdício ao fazer-se os investimentos, tende a diminuir muito. Em um escritório compartilhado, as empresas têm diversas vantagens, como não precisar investir para montar, flexibilidade para aumentar ou diminuir rapidamente de tamanho em caso de perda ou de novos projetos e clientes, isso sem contar que a estrutura nos chamados coworkings é muito melhor que na grande maioria dos escritórios, e as empresas podem proporcionar ao empregado a utilização de locais próximos do local de residência, além de ela própria concentrar-se somente no seu próprio negócio, sem ter que ficar administrando o escritório e diversos pagamentos.

Pense nisso. Chegue primeiro.

Dr. Paulo Hoffman  
Paulo Hoffman Advogados

Fonte: https://www.facebook.com/permalink.php?id=105309191138648&story_fbid=149454883390745

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