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A queda de grandes empresas pela falta de inovação

A queda de grandes empresas pela falta de inovação

Como consolidadas empresas viram seu império ruir por perder ou negar o timing para inovar

Inovação deve fazer parte do cotidiano de toda empresa, sendo aquilo que as mantém vivas e ativas. É necessário continuamente se reinventar e transformar para continuar em atividade antes mesmo que o prejuízo ameace aparecer. Entretanto, algumas gigantes do mercado falharam por ignorar a exigência da inovação e padeceram perante os novos modelos econômicos emergentes.

Em todos os setores a inovação apresenta-se como importante ferramenta para manter uma organização no mercado, uma vez que manter-se estagnado abre amplas portas à concorrência. Ao tratar-se de inovação quase sempre o que se vem à mente é a criação de um produto ou serviço inédito e promissor, mas na realidade inovar pode e deve ser sinônimo se desenvolver estrategicamente. 

Cada vez mais os diferenciais e expoentes em inovação são construídos dentro da própria empresa, não tratando-se necessariamente de adquirir novas tecnologias ou mão de obra, mas sim de uma nova forma de olhar e pensar o mercado e seu próprio negócio. É de grande valia implantar juntamente às novas posturas adotadas uma boa cultura de inovação dentro das organizações, aliada a uma gestão de alta performance que incentive seus colaboradores a desenvolverem-se diariamente. 

Atualmente a inovação encontra-se também fortemente atrelada à tecnologia. Nos últimos anos presenciamos de forma exponencial a absorção da tecnologia no dia a dia, o que modificou completamente a forma de resolver problemas e necessidades. Com o rápido avanço tecnológico a transformação digital passa a ser um recurso inegável para que as empresas continuem no mercado. Essas mudanças podem levar redução de custos, ganho de eficiência e trazer novas formas de atender o consumidor, oferecendo produtos que lhe sejam mais interessantes e uma forma mais prática para consumí-los.

 

Grandes empresas que faliram por negar as inovações

 

Mesmo para grandes organizações já sólidas e bem estabelecidas é importante estar atento ao que surge de novo e frequentemente se adaptar para, assim, conservar o espaço já ganho. Entretanto entre grandes empresas há aquelas em  que ou há resistência à mudança ou a mesma chega tarde demais. Muitas faliram em seu ápice no momento em que novas tecnologias emergiram e tomaram o mercado, como BlackBerry e Kodak.

Durante muitos anos a Kodak foi líder de seu segmento quando existiam apenas máquinas fotográficas analógicas, de forma que na década de 70 detinha aproximadamente 80% da venda das câmeras e de 90% dos filmes fotográficos. Porém, com a ascensão da tecnologia digital a marca acabou por cair em uma grande crise. O interessante em sua história é que foi a própria Kodak que inventou aquilo que a levaria à falência no futuro: a câmera digital. Em 1975 Steve Sasson apresentou o primeiro projeto de câmera digital, entretanto ele não foi bem recebido por acreditarem que a nova tecnologia atrapalharia o grande comércio analógico, principal da marca. Alguns anos depois a fotografia digital explodiu no mundo, primeiro com as câmeras e posteriormente com a melhora crescente na qualidade dos smartphones, o que levou a uma grande crise e falência da Kodak em 2012. Atualmente a empresa retornou ao mercado com novas tecnologias para impressão, mas estão muito distantes da posição que ocupavam em seu auge.

No início dos anos 2000 a BlackBerry dominava o mercado de celulares dos Estados Unidos. Seus principais diferenciais estavam no teclado, semelhante ao de computadores, e em um sofisticado sistema de segurança para troca de emails, o que atendia grandes necessidades de seu público alvo, os executivos do mercado corporativo. Entretanto em 2007, ano do maior auge da empresa, no qual dominava 50% do mercado em seu setor, foi também o início de seu declínio com o lançamento do primeiro iPhone. O aparelho da concorrente Apple trazia novas tecnologias que a BlackBerry ignorou, como o touch-screen, acreditando que não superariam seus aparelhos. Dentro de pouco tempo os novos celulares caíram no gosto popular e foram conquistando cada vez mais mercado. Atualmente a Apple assumiu a liderança do setor e em 2013, com apenas 3,8% do mercado, a BlackBerry foi vendida e hoje tenta se reerguer com a venda de aparelhos que utilizam o sistema operacional Android.

É notório com isso que mesmo grandes e estabelecidas empresas precisam sempre se reinventar pois o mundo está em constante mudança. Para manter-se vivo no mercado é preciso estar sempre atento às suas novidades e pronto para adaptar-se a elas. 

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